Notícias da Sangha

Nunca Nasceu, Nunca Morreu

Dharma Mountain, julho 20, 2013

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Eu realmente posso dizer que apesar do meu corpo estar fraco e doente, meu coração está se abrindo para o amor. Eu posso sentir agora que a vida tem um sentido, e o sentido é dar e receber amor. Eu sei que a vida é curta. Então a coisa mais importante que estou aprendendo com o cancer é focar no que eu sinto no coração. É realmente um desafio usar esse precioso presente de estar vivo para fazer o que mais importa, que é compartilhar a paz.

Bhakta
Carta escrita algumas semanas antes de deixar o corpo no Retiro de Verão de 2005.

Nessa terceira semana de retiro, nós nos abrimos para olhar o que a morte nos faz. A medida que vamos mais fundo em nossa verdade, podemos enxergar com mais distância, mais honestamente. Para muitos de nós, a morte é muito difícil de se lidar. Mas a única coisa que temos certeza na vida é de que vamos morrer.

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Agora, nesse processo de três dias chamado “Nunca Nasceu, Nunca Morreu”, nós recebemos a oportunidade de investigar o que a morte significa para nós, e como isso pode nos levar mais fundo, mais próximos de nosso verdadeiro Eu.

Lentamente nós percebemos que a morte também está aqui e agora. Não é algo que acontece num futuro distante. É uma parte total da vida, juntamente com o nascimento – todos os três são inseparáveis em nossas vidas. Nós compreendemos que temos que nos tornar amigos da morte.

Back to Godhead - Volume 12, Number 10 - 1977

Em Satsang, Swaha deixa isso bem claro. Ao ler Kabir, ele nos ajuda a entender em um nível mais profundo o que todos os místicos estão nos dizendo: Tudo, tudo, tudo passará. Nós temos que enfrentar o medo da morte – não apenas olhar pra ela.

Qualquer coisa da qual você tem medo, qualquer coisa desconhecida, você tem que investigar. Você tem que ir de encontro, face a face. Desde a primeira vez que você vem, eu sempre ensino isso: seja corajoso. Olhe para si mesmo de formas diferentes. Não tenha medo do desconhecido.

Vasant Swaha

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No processo, nós somos desafiados a encontrar com a morte. Exercícios simples nos ajudam a olhar para nossos medos, para nossa vida, nossas formas de viver o amor. Nós vemos o que realmente importa. Nós descobrimos que podemos viver nossas vidas de forma mais bela. Agora. E que compartilhar esse amor nos faz ir ainda mais fundo.

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Essa é a única maneira; você tem que olhar, você tem que investigar. Você tem que que experimentar. E quando você compreende isso, quando você aceita que vai morrer, então você se torna muito sensível, muito quieto, muito humilde. Sem nenhuma arrogância, pois você sabe que em breve você irá; pra que tanta baderna?

Se você vive no medo, você morre no medo. Se você vive em amor, você morre em amor. É simples assim.

Vasant Swaha

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De alguma forma, em algum lugar, nós entendemos algo: quando o medo da morte se vai, a entrega ao amor acontece. Então compreendemos que além de todas as coisas, existe um silêncio que apenas é.

Quando esse entendimento se assenta, o medo se dissolve e nos encontramos em uma linda dança de gratidão.

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