Notícias da Sangha

A confiança está batendo na porta

Dharma Mountain, julho 24, 2015

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A respiração é como uma ponte entre o físico e o espírito. Para respirar, você tem que ter um corpo, mas a respiração não é nada. A respiração sempre acontece no momento, e a arte da meditação é estar no momento, estar presente. Quando você respira conscientemente, então a respiração por si só pode fazer milagres.

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Somos muitos amigos nos reunindo na Dharma Mountain para praticar ‘ser’. Uma das ferramentas que usamos é a respiração. Estamos permitindo que o chão nos dê apoio e sentindo nossa respiração, da forma que ela estiver. No início, a respiração é curta. A respiração está escondida por trás de paredes de proteção. Facilmente podemos sentir o quanto nos seguramos, e as tensões em nosso corpo. No pescoço, a necessidade de estarmos em controle. Na barriga, os sentimentos que não expressamos, na cabeça a resistência e a inquietude da mente.

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E então a confiança bate à nossa porta, e a suave mão do Mestre pode ser sentida. Nos guiando, nos apontando a direção, nos confortando. Podemos sentir a confiança se abrindo aos poucos. Este campo que ele criou para nós pode apoiar qualquer coisa. Podemos deixar tudo ir neste campo.

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Eu continuo lembrando-os: simplesmente pratique o derreter, a entrega, o amor, a confiança.

Começamos a respirar mais fundo, dando o comando da direção para a respiração, deixando o controle ir cada vez mais. E a cada dia a confiança está retornando mais e mais, batendo à nossa porta, nos convidando a nos derretermos. As paredes começam a rachar. O peito começa a se expandir. As gargantas começam a se abrir, sons de entrega são ouvidos no salão. Emoções são liberadas. E a confiança está crescendo dentro de nós.

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O derretimento está acontecendo. Estamos silenciosos e calmos quando as sessões chegam ao fim. Estamos aprendendo a aceitarmos tudo como é, nos entregando aos braços da existência. E a partir desse espaço, estamos prontos a encontrar o Mestre, o Amado.

Além das ideias de certo e errado, há um campo. Eu encontro você lá.

Rumi

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